ISBN 978-85-7775-084-9
9788577750849
280 páginas
R$ 46,00
Os Últimos Dias de Jesus
Shimon Gibson

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Desde o aparecimento dos evangelhos existem dúvidas sobre os importantes eventos que ocorreram durante os últimos dias de Jesus. O renomado arqueólogo Shimon Gibson desenterra novos fatos ao examinar os críticos e derradeiros dias de sua vida. Ao descrever esses eventos em ordem cronológica, a começar pela entrada de Jesus em Jerusalém montado em um jumento e terminando com o sepultamento, após a crucificação, Gibson desvenda um quadro nítido daquele povoamento no primeiro século: seus monumentos, ruas, casas e, é evidente, o Templo Judaico. O Jesus que emerge destas páginas é um mestre e curador que fascina as multidões. Como homem bem educado, de procedência rural próspera, treinado por João Batista em assuntos de purificação ritual e adepto de métodos alternativos de cura, suas pregações e ensinamentos - acontecidos na explosiva atmosfera das festividades da Páscoa em Jerusalém - amedrontaram as autoridades judaicas e romanas a ponto de decidirem condená-lo à morte.
Gibson usa seu acesso extraordinário a achados arqueológicos em primeira mão para apresentar a evidência principal e explica que o objetivo deste livro é desvendar o mistério em torno dos últimos dias de Jesus em Jerusalém: porque ele foi para a cidade, como foi preso, julgado e crucificado, e qual a localização de seu sepulcro. Não há dúvida que algumas de minhas conclusões gerarão controvérsias.
Os evangelhos são a principal fonte de informação que temos sobre a derradeira semana de vida de Jesus. Eles sugerem que a prisão foi feita no Getsêmani sob a alegação de blasfêmia, sedição, ou uma combinação de ambas, e que foi instigada pelas autoridades do Templo e executada por autoridades romanas. Estudiosos concordam que os primeiros evangelhos começaram a ser escritos apenas por volta de duas décadas após a morte de Jesus, na esteira devastadora da revolta judaica contra os romanos a partir de 66 EC, o que resultou na queda de Jerusalém e na destruição do Templo em 70 EC. Como resultado, houve a ruptura entre o judaísmo tradicional e o incipiente "movimento de Jesus". Isso talvez explique o antagonismo evidente nos evangelhos com relação ao coletivo "judeus", que envolvia autoridades religiosas, autoridades civis e "aglomerados" sem nome.
A imagem negativa do papel dos judeus, conforme retratada no relato desse julgamento, acabaria por ter, no longo prazo, um efeito desastroso para o desenvolvimento do antissemitismo na Idade Média, o que levou em parte à Inquisição, a massacres e, por fim, ao Holocausto.

SOBRE O AUTOR
De origem britânica, é membro sênior e bolsista do Programa W.F. Albright do Instituto de Pesquisa Arqueológica em Jerusalém. Em Londres concluiu seu doutorado em arqueologia no Instituto de Arqueologia do University College. Nos últimos trinta anos, dirigiu diversas escavações e pesquisas de campo em diferentes regiões de Israel.

 
 
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